pequenas coisas em agumas letras! por vezes palavras sem sentido, letras sem harmônia, neologismos, diacrônias de momentos em transcendência!   

O meu ver


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Segunda-feira, Novembro 05, 2007 :::
 

Andar no pensar

Andava despreocupado em ruas que não me perco, pensava nos passos que andei dando na minha vida.
Após caminhar algum tempo encontrei um amigo que andava distraidamente. Parecia cansado, como se estivesse a algumas horas andando sem sair do lugar. Sem parar de andar desviei meu curso para acompanhá-lo, após cumprimentá-lo, ainda andando, perguntei: como anda a vida meu grande amigo? Sua resposta foi categórica - vai andando na medida do possível, um passo após o outro. Andei mais um pouco ao seu lado até a nossa caminhada tomar rumos diferentes.
Por um momento meus pensamentos andaram vazios, então digeri sua resposta. ”Um passo após o outro”. Logo em seguida meus pensamentos pareciam não mais andar e sim correr atrás de outra maneira de andar que não seja “uma passo após o outro”.
Passei a andar sem perceber meus passos, toda minha sensibilidade, energias e poder de concentração andaram convergindo pro meu pensamento. Já não sabia o quanto tinha andado, nem me importava, só queria pensar, refletir e encontrar a resposta. Como se anda se não for com um passo após o outro?



::: posted by CAIO DORNELAS at 12:23 AM


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Idéia

Quando a idéia não vem
O suor vai
Quando a idéia não vem
Como camicazes
Neurônios matam-se
Em nome de uma obra
Pensamento ou ilusão
Neurônios suicidas.
Corajosos suicidas
Que não se acovardam
Em morrer por seu ideal.
A idéia.


::: posted by CAIO DORNELAS at 12:18 AM


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Divino pecado

Degusto do pecado
Como quem certo estivesse
Desgasto o pecado
Como se o amanhã não houvesse

Deus?
Não há de me castigar.

Amo seu pecado
Sempre que posso
E se não posso
Peco para amá-lo

Deus?
Não há de me castigar.

Desconheço o pecado
Se o prazer é a finalidade
Envio-te recados
Com letras de amor e intimidade

Deus?
Há de ter pecado.


Caio Vinícius Dornelas

::: posted by CAIO DORNELAS at 12:17 AM


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Caminhos

- Por que preciso me perder para encontrar você?

- Caminhos paralelos, só podem ser.

- Como caminhos paralelos se possuem muitos pontos em comum?

- Não sei se a vida pode ser matematicamente explicada, você às vezes viaja muito nos pensamentos.

- Sim que eu viajo eu sei, mas quero saber se perpendicular ou paralelamente a você.

-É, assim falando, gostaria de viajar na mesma linha que você.

-Não dá, é matematicamente impossível, na mesma linha logo seriamos a mesa pessoa.

-Porra, você não consegue ver a poesia das coisas mesmo. A vida não é exata e o amor não é matemática.

-Se a matemática é ou n exata eu não sei mas o amor certamente não é!

-desculpa pelo “porra” e por reclamar de suas viagens. Eu gosto de você é assim.

-Assim como?

-Assim, como você é!

-Hum... Achei que você iria me mostrar uma formula que me definisse.

-Por que tudo isso agora? Você nem gosta tanto de matemática assim.

-Mas gosto de pensar no amor e na vida.

-E em mim? Gosta de pensar?

-Gosto, não sei se me faz bem, mas gosto.

-E por que não faria bem?

-Matematicamente?

-Pode ser.

-Porque provavelmente vivemos em caminhos paralelos, isso quer dizer que pra matar a sede que tenho de você é preciso eu perder meu caminho, não sei se isso me faz bem.

-Posso contrapor sua teoria?

-Matematicamente?

-É, matematicamente

-Pode.

-Fica em pé.

-Para que?

-Cala a boca e me obedece, fica logo em pé! Srsr

-Ta bom aqui? Srsr

-Está, fica aqui do meu lado.

-Assim?
-Isso, perfeito, agora me da a mão e vamos caminhar paralelamente na vida o resto da vida.

-também te amo.



Caio V. Dornelas





::: posted by CAIO DORNELAS at 12:13 AM


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Xêpa

Na manhã de todo sábado
Muita gente se reúne
Para vender farinha de saco,
Feijão verde e até estrume

Dona de casa acorda cedo
E na feira vai comprar
Amendoim e rapadura
Pro marido lhe agüentar

O boêmio lá na rua
Amanheceu à noite brincando
E para se despedir da lua
A cabeça de galo foi tomando

Um menino bem buchudo
Acordou junto com o galo
Pegou o carro de mão
Que enche sua mão de calo

E na feira vai brigar
No grito ou na tapa
- Ô madame vamu levá?
Comigo é quase digraça.

E lá no fim da tarde
O menino vai para casa
Leva no bolso dinheiro
E no carro a feira rejeitada.

Caio Vinicius Dornelas

::: posted by CAIO DORNELAS at 12:09 AM


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Feito a mão

Minha terra tem coretos
Onde poeta vai declamar
Os versos feitos à mão
Para o povo acordar.

Nosso passado é mais digno
Que o presente e seus atores
Que se chamam de políticos.
Eu chamo é de impostores.

Sem vacilar, sozinho, à noite,
Um manifesto vou aprontar
Os versos feitos à mão
Para o povo acordar

Minha terra tem história
De um povo revoltado
Que lutou por liberdade
E para não ser injustiçado
Por português ou flamingo
Ou qualquer endinheirado.

Não permita deus que eu morra
Sem antes declamar
Os versos feitos à mão
Para o povo acordar.

Caio Vinícius Dornelas

::: posted by CAIO DORNELAS at 12:07 AM


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