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Quinta-feira, Maio 01, 2008 :::
Um suor, dois corpos.
O medo, antes tão forte,
Pequeno fica diante do amor.
Amor que tenho como norte
Amor que me faz mais forte
A luz ausente não apaga
O brilho no olho da menina
Que irradia uma áurea
De luz divina
Engendro todos os músculos
Numa harmonia fina
No desconforto, sorrisos.
No sabor, ah... no sabor
Peles se unem
O surreal se contempla
Um suor para dois
Dois corpos para um
A pulsação diminui
O silencio acalma.
A alegria flui
Do homem a mulher amada
E sem perceber
Olhos se fecham
Dedos entrelaçados
Amores amados
::: posted by CAIO DORNELAS at 7:12 PM
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Quando caminho sem pressa e destino
Posso notar coisas que o tempo corrido não permite.
- Senhoras na rotinha de comprar o pão de todo dia.
Velhos e tarados secando criancinhas que, precocemente alimentam uma vaidade com calças apertadas para fazer academia.
Ouço o belo timbre do sino da Matriz, antes tido como incomodo.
Vejo beleza em tudo, qualquer enquadramento feito sem pressa gera uma bela fotografia.
Quando caminhei sem pressa e destino
Descobri a beleza do tempo.
- No tempo manso, dengoso.
O tempo que o pescador, no alto mar, espera para puxar a rede.
O tempo que o mãos calejadas, no alto sertão, espera a chuva cair.
No tempo que a mulher espera um homem que valha
Ou para perceber quem nenhum deles vale o suficiente.
Descobri que durante a leitura deste texto despretensioso,
Passou pelo tempo belezas que você não terá mais oportunidade de contemplá-las.
::: posted by CAIO DORNELAS at 7:12 PM
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O quanto me amas?
Se não há ar em nossos pulmões
É por que a fome do beijo é forte
Se não há espaço entre nossos corpos
É por que o amor não dá brechas
Se não há frio nas noites frias
É sua pele meu cobertor
Se as lagrimas não mas escorrem
Foi sua luz que clareou meu mundo
E se me perguntas o quanto te amo
Escrevo-te alguns versos.
::: posted by CAIO DORNELAS at 7:11 PM
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Carta extraviada
Cuidado onde você vai pisar,
Procure não ir fora da terra
Pois pode ficar distante de mais
E eu não poderei visitá-lo
Cuide de manter seus cabelos brilhando
Pois enquanto há brilho há vida
Cuide de cuidar de mim e minha irmã
Pois ainda não sou tão adulto para chorar
E ela já chora prematuramente
Lembre das contas,
Me leve na escola,
Escolha minha roupas,
Cure minhas doenças.
Seja pai por mais 5 minutos
Procure só chorar quando tiver orgulho de mim
Pois tento, como posso lhe fazer orgulhoso.
Quanto a mim, se me flagrar chorando leve minhas dores,
Pois elas formam o único monstro que temo ao dormir.
Espere mais um tempo,
Você ainda nem foi avô
Seus cabelos ainda são negros
E suas piadas ainda arrancam gargalhadas
Você ainda é luz e som
Muita luz e muito som
Espere pai, deixe eu lhe pedir a benção
Pois você é o único Deus que tenho fé.
::: posted by CAIO DORNELAS at 7:10 PM
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Quarta-feira, Março 05, 2008 :::
::: posted by CAIO DORNELAS at 12:13 PM
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Segunda-feira, Novembro 05, 2007 :::
Andar no pensar
Andava despreocupado em ruas que não me perco, pensava nos passos que andei dando na minha vida.
Após caminhar algum tempo encontrei um amigo que andava distraidamente. Parecia cansado, como se estivesse a algumas horas andando sem sair do lugar. Sem parar de andar desviei meu curso para acompanhá-lo, após cumprimentá-lo, ainda andando, perguntei: como anda a vida meu grande amigo? Sua resposta foi categórica - vai andando na medida do possível, um passo após o outro. Andei mais um pouco ao seu lado até a nossa caminhada tomar rumos diferentes.
Por um momento meus pensamentos andaram vazios, então digeri sua resposta. ”Um passo após o outro”. Logo em seguida meus pensamentos pareciam não mais andar e sim correr atrás de outra maneira de andar que não seja “uma passo após o outro”.
Passei a andar sem perceber meus passos, toda minha sensibilidade, energias e poder de concentração andaram convergindo pro meu pensamento. Já não sabia o quanto tinha andado, nem me importava, só queria pensar, refletir e encontrar a resposta. Como se anda se não for com um passo após o outro?
::: posted by CAIO DORNELAS at 12:23 AM
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Idéia
Quando a idéia não vem
O suor vai
Quando a idéia não vem
Como camicazes
Neurônios matam-se
Em nome de uma obra
Pensamento ou ilusão
Neurônios suicidas.
Corajosos suicidas
Que não se acovardam
Em morrer por seu ideal.
A idéia.
::: posted by CAIO DORNELAS at 12:18 AM
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Divino pecado
Degusto do pecado
Como quem certo estivesse
Desgasto o pecado
Como se o amanhã não houvesse
Deus?
Não há de me castigar.
Amo seu pecado
Sempre que posso
E se não posso
Peco para amá-lo
Deus?
Não há de me castigar.
Desconheço o pecado
Se o prazer é a finalidade
Envio-te recados
Com letras de amor e intimidade
Deus?
Há de ter pecado.
Caio Vinícius Dornelas
::: posted by CAIO DORNELAS at 12:17 AM
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Caminhos
- Por que preciso me perder para encontrar você?
- Caminhos paralelos, só podem ser.
- Como caminhos paralelos se possuem muitos pontos em comum?
- Não sei se a vida pode ser matematicamente explicada, você às vezes viaja muito nos pensamentos.
- Sim que eu viajo eu sei, mas quero saber se perpendicular ou paralelamente a você.
-É, assim falando, gostaria de viajar na mesma linha que você.
-Não dá, é matematicamente impossível, na mesma linha logo seriamos a mesa pessoa.
-Porra, você não consegue ver a poesia das coisas mesmo. A vida não é exata e o amor não é matemática.
-Se a matemática é ou n exata eu não sei mas o amor certamente não é!
-desculpa pelo “porra” e por reclamar de suas viagens. Eu gosto de você é assim.
-Assim como?
-Assim, como você é!
-Hum... Achei que você iria me mostrar uma formula que me definisse.
-Por que tudo isso agora? Você nem gosta tanto de matemática assim.
-Mas gosto de pensar no amor e na vida.
-E em mim? Gosta de pensar?
-Gosto, não sei se me faz bem, mas gosto.
-E por que não faria bem?
-Matematicamente?
-Pode ser.
-Porque provavelmente vivemos em caminhos paralelos, isso quer dizer que pra matar a sede que tenho de você é preciso eu perder meu caminho, não sei se isso me faz bem.
-Posso contrapor sua teoria?
-Matematicamente?
-É, matematicamente
-Pode.
-Fica em pé.
-Para que?
-Cala a boca e me obedece, fica logo em pé! Srsr
-Ta bom aqui? Srsr
-Está, fica aqui do meu lado.
-Assim?
-Isso, perfeito, agora me da a mão e vamos caminhar paralelamente na vida o resto da vida.
-também te amo.
Caio V. Dornelas
::: posted by CAIO DORNELAS at 12:13 AM
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Xêpa
Na manhã de todo sábado
Muita gente se reúne
Para vender farinha de saco,
Feijão verde e até estrume
Dona de casa acorda cedo
E na feira vai comprar
Amendoim e rapadura
Pro marido lhe agüentar
O boêmio lá na rua
Amanheceu à noite brincando
E para se despedir da lua
A cabeça de galo foi tomando
Um menino bem buchudo
Acordou junto com o galo
Pegou o carro de mão
Que enche sua mão de calo
E na feira vai brigar
No grito ou na tapa
- Ô madame vamu levá?
Comigo é quase digraça.
E lá no fim da tarde
O menino vai para casa
Leva no bolso dinheiro
E no carro a feira rejeitada.
Caio Vinicius Dornelas
::: posted by CAIO DORNELAS at 12:09 AM
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Feito a mão
Minha terra tem coretos
Onde poeta vai declamar
Os versos feitos à mão
Para o povo acordar.
Nosso passado é mais digno
Que o presente e seus atores
Que se chamam de políticos.
Eu chamo é de impostores.
Sem vacilar, sozinho, à noite,
Um manifesto vou aprontar
Os versos feitos à mão
Para o povo acordar
Minha terra tem história
De um povo revoltado
Que lutou por liberdade
E para não ser injustiçado
Por português ou flamingo
Ou qualquer endinheirado.
Não permita deus que eu morra
Sem antes declamar
Os versos feitos à mão
Para o povo acordar.
Caio Vinícius Dornelas
::: posted by CAIO DORNELAS at 12:07 AM
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Sexta-feira, Junho 22, 2007 :::
Estou com muitas dúvidas e vim aqui nesta folha branca, sem letras, pedir ajuda, respostas.
Não sei se sou altamente covarde ou extremamente corajoso.
Certas vezes quando me encontro em algumas ladeiras vertiginosas admiro o quanto pareço um guerreiro,
combato todas as adversidades que o cotidiano cria, sem uma só parada para bolacha com café. Já nas esquinas,
que esbarro comigo mesmo, afiro aspectos de extrema covardia, uma vez que tenho consciência que me falta coragem
de deixar as lutas para viver na prática meu ideal de moral.
Tenho coragem para enfrentar qualquer um! Menos a mim mesmo. Sou fonte da coragem como sou da covardia.
::: posted by CAIO DORNELAS at 6:07 PM
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Segunda-feira, Maio 14, 2007 :::
Ausência, palavra cortante.
Corta a carne e alma amante
Rasga a bolsa das lagrimas
É triste quando é de pessoas amadas
Ausência, palavra vazia.
Tão repleta de significados
Que pos si só se faz poesia
Nos peitos de corações machucados
Ausentes, sempre amados.
Sempre presentes nas lembranças
Nas lembranças dos deixados
Que enfiam no corpo lanças
Matem olhos inchados
E o coração em batidas mansas.
Viva a morte a ausência.
::: posted by CAIO DORNELAS at 1:38 AM
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Não sei por que insisto em escrever. Já tenho como certeza que os sentimentos não podem ser descritos na sua totalidade nas letras e este era meu único norte. Poder emocionar e mostrar emoções através das letras.
A crise chegou quando na casa de um vizinho um som alto tocava brega da década de 60 ou 70. Junto aos mais velhos, escutava atentamente comentários sobre o tempo em que as mais grandiosas festas perdiam a atenção diante de uma noite no cabaré embaladas por tais músicas. Ali, naquele momento, percebi uma emoção tão clara, pura e forte como nunca tinha percebido. O mais puro sentimento de saudosismo. Os horizontes dos senhores não tinham mais que 10 metros mas sei que, naquele momento, eles podiam ver a kilometros e em décadas assadas. Havia, ainda ali, nos olhares, algo que não posso descrever com palavras, falar que havia um brilho especial, ou único não seriam expressões dignas para o momento. Sei que podiam construir totalmente ambientes de 40anos passados, contestei ali a capacidade que cada um dos três senhores tinham de sentir os perfumes baratos, porém inesquecíveis de suas amantes e de sentir as mulheres fáceis e ainda sim atraentes.
E foi com essas sensações que me certifiquei que escrever com o objetivo que escrevo é inútil. Não escrevei nenhuma letra à mais.
Obrigado!
::: posted by CAIO DORNELAS at 12:46 AM
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Domingo, Maio 13, 2007 :::
SANGUE NA LUA
Caianas como organismo pulsante
Estradas rubras como artérias.
Ao olhar, harmonia deslumbrante,
Há movimentos suaves de folhas
Iguais a músicos e cantantes
Sob a batuta do vento.
Caianas como organismo pulsante
Estradas rubras como artérias.
Ao entrar, tudo mais interessante,
Nas artérias me afogo em sangue
Humano de outros cortantes
Da cana caiana
Lá, dentro das canas,
Não sei quem fui
Meu fim ou início não importa
Fui cana, terra e sangue.
Fui anjo ensangüentado
Capaz de voar até a lua e lá
E suja-la com respingos
São Jorge?
Não! Protesto sanguíneo.
Sujei a lua para limpar
Almas ticuqueiras.
::: posted by CAIO DORNELAS at 3:43 PM
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Terça-feira, Abril 10, 2007 :::
Andar no pensar
Andava despreocupado em ruas que não me perco, pensava nos passos que
andei dando na minha vida.
Após caminhar algum tempo encontrei um amigo que andava distraidamente.
Parecia cansado, como se estivesse a algumas horas andando sem sair do lugar. Sem
parar de andar desviei meu curso para acompanhá-lo, após cumprimentá-lo, ainda
andando, perguntei: como anda a vida meu grande amigo? Sua resposta foi categórica -
vai andando na medida do possível, um passo após o outro. Andei mais alguns passos
ao seu lado até a nossa caminhada tomar rumos diferentes.
Por um momento meus pensamentos andaram vazios, então digeri sua resposta.
¿Um passo após o outro¿. Logo em seguida meus pensamentos pareciam não mais
andar e sim corre atrás de outra maneira de andar que não seja ¿uma passo após o
outro¿.
Passei a andar sem perceber meus passos, toda minha sensibilidade, energias e
poder de concentração andaram convergindo pro meu pensamento. Já não sabia o
quanto tinha andado, nem me importava, só queria pensar, refletir e encontrar a
resposta. Como se anda se não for com um passo após o outro?
::: posted by CAIO DORNELAS at 8:19 PM
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Quinta-feira, Março 29, 2007 :::
Você parada me paralisa.
Na foto se move com delicadeza.
Na foto me encanta com firmeza.
Imagens que vão além da visão.
Perfumes, pele, voz no ouvido.
Mais quem uma foto.
Mais que uma imagem.
Uma presença sempre ausente.
::: posted by CAIO DORNELAS at 2:09 AM
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Quarta-feira, Março 28, 2007 :::
Um poço de sentimentos.
438ml de saudades.
Algumas garrafas de solidão.
Um vaso sanítario de dúvida.
Duas descargas de respostas.
Seringa usada de experiências.
Lenço úmido de lagrimas.
Quem sou?
Sou a foz.
Sou fim.
::: posted by CAIO DORNELAS at 11:25 PM
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Avaliar termos incorretos!
::: posted by CAIO DORNELAS at 12:41 PM
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Segunda-feira, Março 26, 2007 :::
Naturalmente tudo muda
Na normalidade tudo muda
Nada permanece estático
A progressão é um caminho
Como a regressão.
Assim, toda existência está em constante movimento.
As relações humanas movem os a história no trilhos.
Os homens movem sua história.
O permanecer estático, parado e sedentário
Significa parar a história dos homens e das vidas.
Não sou deus muito menos cristão
E não me vejo com o poder de parar a história e
Nem tanto, enquanto um só ser, acelera-la.
Mas certo dia, num momento de inconsciência, constatei que:
Há, ao menos em mim, um sentimento único,
Algo tão insensato que não se subi mete a regras
E pode permanecer inerte e mórbido.
E assim parar o movimento das vidas
Da história.
E por vezes as batidas de um coração.
::: posted by CAIO DORNELAS at 12:36 PM
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Domingo, Março 18, 2007 :::
Ruas, faróis e ruídos.
Duas faixas amarelas,
Um continua.
Outra não.
Como duas bromélias,
Na sequidão do asfalto,
Caminha um ao lado do outro.
São eles, dois cachorros.
Impressiona-me o caminhar
Cheio de ginga urbana
Exalando malandragem.
Suas expressões são estupidamente humanas.
Pobres animais humanizados.
Um dia todo de trabalho.
Latas e latas viradas,
Avenidas atravessadas e
Lutas travadas.
Nas mesmas expressões humanas e cansadas
Vejo uns traços de cumplicidade e companheirismo
Que justifica a vida animal.
Depois de contemplar o atravessar
Indaguei-me, viver só é normal?
::: posted by CAIO DORNELAS at 11:35 PM
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No meu lugar, a cada dez pessoas com quem cruzo digo no mínimo nove ¿oi¿.
No lugar onde vivo a cada cem pessoas com quem cruzo noventa tenho medo.
Noventa são meus medos.
Tenho medo do medo que dá.
Medo de atravessar antes de o sinal do sinal fechar.
Medo de pedir e levar não.
Medo de me matar em vão.
Tenho até medo de ser comum.
É o medo de ser só mais um.
Medo de errar no acerto.
Medo de acertar no erro.
Medo de não ter cúmplice na cidade
E assim, ficar sem cumplicidade.
Medo que minha voz desafine.
Que confundam meu medo com o de Lenine.
Medo de amar e não ser amado.
E mais uma vez sair definhado.
Tenho medo de me olhar.
Tenho medo do que vou ver.
::: posted by CAIO DORNELAS at 2:55 PM
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Às vezes me preocupo com o tempo em que nada escrevo.
Sei que não é falta de estímulos ou vontade e que não devo preocupar-me.
Sei que escrever, no meu caso, é uma ação natural e não é preciso estimular estímulos.
Penso que o que me estimula a escrever são os sentimentos e esses eu tenho.
Então, mais uma vez entro em contradição, não sei definir sentimento.
O que vem a ser sentimento?
É o que sente na pele?
Na alma?
Não sei o que é sentimento.
Sabe quando a garganta se torna o órgão que controla os olhos?
Que situação é essa?
Isto é sentimento?
Pra sentir um sentimento tem que ser sensível?
Uma vez ouvi um vira-lata falar para seu amigo:
o sentimento que guardo pra você é o mais nobre possível.
Um cachorro pode ser sensível?
São muitas dúvidas que cercam minha consciência.
Sou sensível, sentimento ou cachorro?
::: posted by CAIO DORNELAS at 1:45 AM
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Quinta-feira, Março 01, 2007 :::
A realidade surreal
me atrai como cotidiano.
O bem viver
se concretiza
destante do concreto
estúpido e abusivo.
A estupidez do concreto
abusa do meu cotidiano real.
Salve a concretização do surreal.
::: posted by CAIO DORNELAS at 10:48 AM
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Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007 :::
AUSENTE
São tantas as músicas
que transportam
seu cheiro,
sua presença.
Meu amor não aumenta
nem diminui
só aflora
à cada acorde.
Te amo muito
e mesmo sofrendo
fico feliz
quando elas, as músicas,
veêm te trazer aqui,
do meu lado,
onde ouço,
onde toco.
te amo muito mesmo!
::: posted by CAIO DORNELAS at 1:53 AM
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Sábado, Fevereiro 24, 2007 :::
COMO PASSAROS
A verdadeira poesia
estar na oralidade infantil.
Nós,
poeta ou não,
malditos ou não,
estamos em desencanto.
A inocência
é a gênese da harmonia.
Nós,
poeta ou não,
malditos ou não,
estamos jogados ao canto
A pureza
afina todos os tons.
Eu,
poeta ou não
maldito ou não,
faço poesia e
como um pássaro no canto.
::: posted by CAIO DORNELAS at 8:06 PM
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Esperar
me leva a escrever
que me leva a pensar.
E assim vou.
Sem esperar.
::: posted by CAIO DORNELAS at 4:09 AM
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O brilho dourado
no verde da caiana
contrasta com o rubro incandescente
do chão ardente
onde arde diariamente
diaristas.
Meus parentes.
Esta cromologia
me traindo me atrai
para ouvir e gritar meus contrastes
::: posted by CAIO DORNELAS at 4:02 AM
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Comments:
Contudo ir é a única dor.
A solidão da volta perfura.
Os dias escuros conspiram.
A luz dorme.
Não lembro da claridade de lá.
Já não sei se existe.
Já não sei se ilumina.
E assim vou.
Olhos fechados,
olhando pra frento,
vendo o que deixei.
Até julho se o dia clarear.
::: posted by CAIO DORNELAS at 3:52 AM
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Comments:
Olhando pro pequeno mundo
as perspecivas de bem estar
são maiores.
Olhando pro grande mundo
fico mudo
de tão imundo
que não muda.
::: posted by CAIO DORNELAS at 3:44 AM
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Quarta-feira, Fevereiro 21, 2007 :::
O fervor do frevo
ferve e frita freneticamente
minha alma...
formosa, farta e fria
::: posted by CAIO DORNELAS at 8:39 PM
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